domingo, 1 de novembro de 2009

Sobre a oração



Talvez alguém questione por que os resultados desses juramentos demoraram tanto para se evidenciar. Não obstante, mesmo que alguém errasse ao apontar para o chão, mesmo que alguém unisse os céus, que o fluxo e o refluxo da maré cessassem e que o sol nascesse no oeste, jamais aconteceria de as orações do devoto do Sutra de Lótus não serem respondidas.

Resumo e cenário histórico

Esta carta foi escrita por Nitiren Daishonin no nono ano de Bun’ei (1272) durante seu exílio na Ilha de Sado. Acredita-se que essa carta tenha sido endereçada a Sairen-bo, discípulo de Daishonin e ex-reverendo do templo da Montanha (Jikaku) da escola Tendai, que nessa época também estava exilado na Ilha de Sado.

Neste escrito, Daishonin faz distinção entre a eficácia das orações fundamentadas no Sutra de Lótus e aquelas baseadas nos ensinos errôneos das escolas que prevaleciam no Japão daquela época.

Daishonin elucida que todos os budas, bodhisattvas, as pessoas dos dois veículos e os seres humanos e celestiais que estavam presentes na assembléia do Sutra de Lótus nutrem um grande sentimento de gratidão por terem atingido o estado de Buda por meio deste sutra. E, para retribuir a essa dívida de gratidão, certamente protegerão aqueles que mantêm este sutra. É por essa razão que as orações baseadas no Sutra de Lótus são verdadeiras e serão infalivelmente respondidas.

Em outras palavras, quando recitamos a Lei Mística — o Nam-myoho-rengue-kyo — ativamos as forças do Universo ao nosso favor. O ritmo do Nam-myoho-rengue-kyo é o ritmo do próprio Universo.

Na célebre frase deste escrito, Nitiren Daishonin declara a sua inabalável convicção de que as orações fundamentadas no Sutra de Lótus, isto é, a recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, serão infalivelmente atendidas. Citando uma incrível analogia com fatos da natureza absolutamente impossíveis, tais como errar ao apontar o chão, de o sol nascer no oeste, ou deixar de acontecer o fluxo e refluxo da maré, Daishonin afirma que as orações de quem recita o Daimoku são respondidas infalivelmente.

Comumente, ao se praticar o budismo, há questionamentos de diversas naturezas e de diferentes pessoas quanto à eficácia de suas orações. Todavia, Daishonin mostra claramente que não se deve criar a dúvida mesmo que aparentemente os benefícios estejam demorando para se manifestar. Devemos continuar orando com a certeza de que a resposta virá sem falta.

Entretanto, um ponto importante a observar é em relação à correta atitude de nossas orações. O que define o resultado está no espírito e na determinação com que estamos orando diante do Gohonzon. A oração deve ser específica e concreta, pois uma atitude vaga e dispersa seria como atirar uma flecha sem mirar o alvo. Portanto, devemos orar com uma forte determinação de concretizar sem falta o objetivo lançado. O pensamento passivo de que “se eu orar, tudo ocorrerá bem” demonstra apenas um desejo. Por outro lado, uma fervorosa oração manifestando os sentimentos mais sinceros, do fundo do coração e com toda a nossa vida será infalivelmente “comunicada” ao Gohonzon.

Outro ponto importante é que, à medida que o foco de nossas orações se expande, não apenas para os nossos próprios desejos como também pela felicidade de nossos amigos, de nossa família, da sociedade e de toda a humanidade, nossos horizontes também irão se expandir tanto quanto a grandeza como seres humanos.

O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, nos orienta da seguinte maneira: “Vocês podem orar por qualquer coisa que acreditam que contribuirá para sua felicidade e para a dos outros. Por exemplo, podem orar para se desenvolverem ou para tornarem-se certo tipo de pessoa. Basicamente, podem orar por qualquer coisa que desejarem. No entanto, recomendo-lhes que jamais orem por coisas negativas. Se orarem por algo que prejudicará seu progresso, ou o de outras pessoas, somente causará um efeito negativo em sua vida. Essa atitude vai contra o ritmo fundamental da vida. A chave para que nossas orações sejam respondidas é estar em ritmo com o Universo”. (Brasil Seikyo, edição no 1.516, 24 de julho de 1999, pág. 3.)

Em outro trecho desta mesma carta, Nitiren Daishonin afirma que “Por esse motivo, sabemos que as orações oferecidas por um praticante do Sutra de Lótus serão respondidas assim como o eco responde a um som, como a sombra segue uma forma, como o reflexo da lua aparece na água límpida, como o espelho acumula gotas de orvalho (1), como o ímã atrai o ferro, como o âmbar atrai partículas de pó ou como o espelho limpo reflete a cor de um objeto”.
(END, vol. 5, pág. 124.)

O poder do Buda e o poder da Lei contidos no Gohonzon manifestam sua força de acordo com o poder da fé e do poder da prática manifestados por nós próprios. Portanto, se manifestarmos um poder da fé e um poder da prática equivalente a cem, mil ou dez mil, então seremos capazes de manifestar o poder do Buda e o poder da Lei na mesma proporção.

O segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda, costumava utilizar a analogia da intensidade do som gerado pelo sino quando o tocamos com diferentes tamanhos de materiais, tais como um palito de dente, um palito de comer arroz japonês ou um batedor de sino adequado. O sino é o mesmo em todos os casos, porém, a intensidade do som depende da força com que acionamos o mesmo. O mesmo ocorre com relação ao Gohonzon. O tamanho dos benefícios depende inteiramente do nosso poder da fé e do poder da prática. Enfim, quando as nossas orações ao Gohonzon são repletas de fé e determinação, podemos alcançar sem falta os resultados .


(Brasil Seikyo, edição nº 1980, 28/03/2009, página B1.)

Amor por Erick Froom



Para o psicanalista Erich Fromm (1900-1980) os seres humanos têm a tendência natural a pressupor que amar é uma coisa fácil, pelo que buscamos ser amados antes que amar.

Segundo Fromm, a capacidade de amar só se adquire plenamente na madurez pessoal: O amor infantil diz: Te amo porque te necessito (o qual é um afecto egoísta); mas o amor maduro expressa: Te necessito porque te amo.

Segundo o reconhecido psicanalista existem vários tipos de amor que convém classificar na seguinte sequência:

-Amor filial: É o vínculo que unifica o núcleo familiar mediante as relações frutíferas entre pais e filhos.

-Amor materno: É a aceitação incondicional onde a mãe ama o seu filho sem depender de nenhum mérito nem qualidade que influa na sua determinação em acolher e cuidar de seus filhos.

-Amor paterno: Baseia-se na condição dentro da qual o filho cumpra ou obedeça às normas de comportamento estabelecidas pela autoridade do pai, que o protege e motiva o filho a pôr em prática a sua capacidade de lealdade, respeito e responsabilidade necessários na vida adulta.

-Amor a si mesmo: consiste numa adequada valoração da nossa auto-estima sem a qual é impossível estabelecer qualquer tipo de apreço pelas pessoas que nos rodeiam.

-O Amor romântico: É a atracção física e mental que produz uma compatibilidade de sentimentos entre duas pessoas do sexo oposto, o que gera uma relação de reciprocidade entre o casal que os liga num compromisso que mais tarde deriva num lar compartilhado.

-O amor neurótico: Existe, não obstante algumas falsas concepções do amor que deveríamos identificar para evitar manter relações humanas que afectem a nossa saúde integral, Fromm recomenda evitar obsessionar-se com uma pessoa em particular -amor idolátrico- que reduz o nosso suposto amor a uma simples dependência psicológica que gera uma profunda pena, frustração e desilusão.

Por último Erich Fromm recorda que amar é a acção de dar a vida sem reservas enquanto que o egoísmo mata a vontade da pessoa que deseja receber o que não é capaz de gerar em qualquer pessoa (Aqui aplica-se perfeitamente a lei da reciprocidade onde mais bem-aventurada coisa é dar que receber).

Alma gêmea




Polindo a nós mesmos para merecer uma Alma Gêmea ideal


Uma das mais crescentes e pungentes dores que a maioria dos seres humanos tem vivido é o processo de encontrar uma alma gêmea ideal. Muitos concluíram que isso era tão doloroso e fisicamente exaustivo que tenta qualquer coisa que possam encontrar para superar tal dor.
Apesar de suas repetidas tentativas, não podem fazer nada para evitar que isso penetre lentamente e inteiramente em suas vidas.
Como alguém pode encontrar a pessoa certa, no momento certo, apaixonar-se e nutrir-se mutuamente? A maioria das pessoas se sente perdida por não saber realmente como tratar todas essas variáveis, fatores e critérios complicados para, entre duas pessoas comuns, poder encontrar um bom companheiro enfrentando infindáveis frustrações, tormentos e lutas através de incontáveis tentativas e erros.
Sermos bem-sucedidos em encontrarmos um companheiro ideal parece ser um objetivo muito árduo e difícil de atingir. Parece que as pessoas de sorte são apenas algumas entre centenas de milhares. Mas seja quais forem as chances mínimas, elas são relativamente abundantes se comparadas com a probabilidade de encontrar e abraçar o Sutra de Lótus.
Vamos ouvir o que Nitiren Daishonin diz sobre essa chance exígua: “Por tanto, encontrar-se com o Sutra de Lótus é comparável a ver a flor udongue que floresce somente uma vez em três mil anos, ou comparável à tartaruga caolha que pode encontrar somente uma vez em incontáveis kalpas.” (Sobre o Daimoku do Sutra de Lótus, Seleção de Gosho, pág.74 – excluído no gosho publicado no END, vol. III, pág.187) Olhem e observem! Nós como praticantes do Budismo de Nitiren Daishonin que recitamos Nam-myoho-rengue-kyo, já tiramos a sorte grande!
Nitiren Daishonin todavia continua: “O oitavo volume do “Myo-Hokekyo” diz: “aquele que abraça esse Sutra de Lótus obterá insondável boa sorte.” (também eliminado no END) Não há dúvida de que sendo praticantes do Sutra de Lótus, herdamos dentro de nossas vidas a imensurável boa sorte, abrangendo tudo. Desde que façamos as causas corretas seremos capazes de manifestar toda a boa sorte e desfruta-la, Dessa maneira, se aplicarmos a estratégia do Sutra de Lótus para polir nossas vidas escrupulosamente, estaremos nos preparando para reivindicar a sorte que nos é devida. Dentre as espécies de sorte, a sorte de encontrar nossa alma gêmea ideal, não obstante as chances escassas. Na mesma carta, Nitiren Daishonin também afirma:“Os ensinos essencial e teórico do Sutra de Lótus foram como o Sol e a Lua. Entre os Bodhisattvas com os seus dois olhos, os homens estrábicos, dos dois veículos, os mortais comuns com seus olhos cegos. (...) Em prosseguimento, os olhos cegos dos mortais comuns foram abertos...” (END, vol.III, págs. 188-189)
Assim, com nossos olhos abertos, a porta da sabedoria do Buda, a sabedoria que está inerente na vida humana foi também aberta. Neste caso, qual seria o dilema de relacionamento para o qual não podemos encontrar a solução, e que caso de amor semelhante a um labirinto para o qual não podemos avistar um caminho mais curto fora disso? O budismo ensina que todos os problemas e suas soluções surgem de dentro de nossas vidas. Portanto, se estamos vivenciando dificuldades em encontrar nossa alma gêmea ideal, sabemos que nós mesmos somos as fontes máximas para a resposta de como ser vitorioso neste objetivo.
Por Jeanny Chen

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cinco Diretrizes da Soka Gakkai

A espada da fé para mudar a si



A espada da fé para mudar a si



Nitiren Daishonin descreve assim a batalha contra as forças demoníacas:
"O Demônio do Sexto Céu despertou suas dez forças e, em meio ao mar da vida e morte, lutou contra o praticante do Sutra de Lótus por este reino corrompido onde o iluminado e o não iluminado existem juntos, para ver quem venceria e quem perderia. Eu, Nitiren, nessa função, venho liderando as forças
Poderosas (do Buda) por vinte anos. Em todo esse tempo, nem uma única vez
retrocedi." (Gosho Zenshu, pág. 1.224.)



As dez forças demoníacas são forças do desejo mundano. Elas são chamadas:

1) Desejo - devotar-se aos cinco desejos e como resultado negligenciar a
Prática budista; 2) Melancolia - estar deprimido e com falta de entusiasmo;
3) Fome e sede - preocupar-se com esses desejos; 4) Súplica - cair vítima de
Desejos corporais, tais como o sexo, o álcool e os prazeres em geral; 5)
Sono - isto não significa que devemos desistir do sono. Refere-se antes a
Uma atitude de negligência e ociosidade na vida. Inclui-se o tipo de vida em
Que não se faz enérgicos e vigorosos esforços para desenvolver-se, mas
Apenas procura o caminho mais fácil possível; seis) Temor - sucumbir aos medos
E tornar-se um covarde; 7) Dúvida e arrependimento - criticar os praticantes
E semear as sementes da dúvida e arrependimento; 8) Ira - permitir que a
Prática torne-se obstruída por pensamentos irados; 9) Fortuna e fama -
Preocupar-se com benefícios materiais e reputação e distanciar-se do caminho
do estado de Buda devido a essas preocupações e 10) Arrogância e desdém - pensar ser superior aos outros e desprezá-los.


A arma com que podemos destruir essas forças demoníacas é a espada da fé. E somente as pessoas corajosas conseguem vencê-las. Por isso, Nitiren
Daishonin afirma: "Uma espada será inútil nas mãos de um covarde. A poderosa espada do Sutra de Lótus deve ser manejada por alguém
corajoso na fé.” (END, vol. 1, pág. 276.)

terça-feira, 8 de setembro de 2009


A beleza transitória
Há muito tempo, quando o Buda Sakyamuni se encontrava no Pico da Águia, havia uma cortesã chamada Lótus, na cidade de Rajagriha. Ela era mais bela do que qualquer outra mulher da cidade, e não parecia haver ninguém que pudesse se igualar à sua beleza. Todas as mulheres a invejavam e todos os homens a adoravam. Por tudo isso, um dia, Lótus concebeu um desejo de iluminação e decidiu segregar-se dos assuntos mundanos, tornando-se uma freira budista.

Ela partiu para o Pico da Águia para visitar o Buda Sakyamuni. No caminho sentiu sede e parou num riacho de águas límpidas. Quando estendeu suas mãos para a água, ficou impressionada com o reflexo de seu rosto na superfície e foi cativada pela sua própria beleza. Seus olhos claros, seu nariz afilado, os lábios vermelhos, as maçãs rosadas, os cabelos exuberantes e a perfeita harmonia de suas feições combinavam completamente, convencendo-a de que era extraordinariamente bela. Ela pensou: "Que mulher bonita sou eu! Por que pensei em querer deixar de lado este corpo belo e viver como uma freira budista? Não, não farei isto. Com uma beleza como a minha, tenho certeza de que encontrarei a felicidade. Que idéia tola a de me tornar uma asceta." Imediatamente, ela virou-se e começou a retornar, pelo mesmo caminho.

No Pico da Águia, o Buda Sakyamuni havia assistido Lótus durante o tempo todo. Ele achou que estava na hora de ajudá-la a desenvolver o desejo de iluminação. Utilizando-se de seus poderes ocultos, o Buda se transformou numa mulher extraordinariamente bela, muito mais ainda do que Lótus, e a esperou no caminho de Rajagriha.

Desconhecendo a intenção do Buda, Lótus, enquanto imaginava vários prazeres mundanos, encontrou uma mulher desconhecida muito bonita no sopé de uma montanha. Atraída pela sua beleza, Lótus dirigiu-se espontaneamente a ela: "Você deve ser estranha por aqui. Para onde está indo completamente sozinha? Você não tem marido, filhos, irmãos? O que uma mulher tão bonita está fazendo aqui totalmente só." A desconhecida respondeu: "Estou voltando para a cidade de Rajagriha. Sinto-me tão solitária caminhando o trajeto todo. Se não for inconveniente, poderia acompanhá-la?"

As duas mulheres logo se tornaram muito amigas e viajaram juntas pela colina. Quando passaram por um pequeno lago, decidiram descansar um pouco. Sentaram-se na grama e conversaram por algum tempo. Enquanto Lótus falava, a outra mulher repentinamente adormeceu, com sua cabeça sobre os joelhos de Lótus. No momento seguinte, sua respiração cessou. Diante do olhar aterrorizado de Lótus, o corpo da mulher começou a degenerar, exalando um odor cadavérico. O corpo inchava grotescamente, a pele se rompia e as entranhas saíam, logo sendo infestadas por vermes. O cabelo da mulher morta caiu de sua cabeça, seus dentes e sua língua se separaram de seu corpo. Era realmente uma visão odiosa.

Vendo essa fealdade apavorante diante de si, Lótus ficou pálida, pensando: "Mesmo uma beleza celestial é reduzida a isso quando morre. Não obstante o quão confiante eu era de minha beleza, não tenho meios para saber por quanto tempo irá durar. Oh! Como fui estúpida! Devo procurar o Buda e buscar a iluminação." Então, Lótus dirigiu-se novamente ao Pico da Águia.

Chegando à presença do Buda, Lótus se atirou diante dele e relatou-lhe o que havia acontecido a ela no caminho até lá. O Buda fitou-a com benevolência e pregou-lhe os quatro seguintes pontos:

1) Todas as pessoas envelhecem;

2) Mesmo um homem muito forte infalivelmente morrerá;

3) Não importando quanto a pessoa viva feliz com sua família ou amigos, o dia da separação certamente virá;

4) Ninguém pode levar sua riqueza para o mundo após a morte.

Lótus compreendeu imediatamente que a vida é efêmera e que somente a Lei é eterna. Ela se aproximou do Buda e pediu-lhe que a aceitasse como sua discípula. Quando o Buda lhe deu a sua permissão, seus abundantes cabelos pretos caíram no mesmo instante e sua aparência transformou-se completamente na de uma freira budista. Desse momento em diante, ela se devotou sinceramente à prática budista e atingiu eventualmente o estágio de arhat, sendo qualificada a receber os oferecimentos e o respeito das pessoas.

Fonte:
Terceira Civilização — Maio/1985

Parábola


A parábola da cítara
1 - O Buda Sakyamuni tinha um discípulo chamado Sona. De uma família muito rica, Sona era um jovem muito alegre inteligente. Após renunciar à vida secular, Sona dedicou-se com afinco à prática para atingir a iluminação. Sua busca ávida o levou a definhar, tanto que fcou irreconhecível.

2 - Apesar de seu itenso esforço, Sona não conseguia atingir seu objetivo Por isso, cada dia ele ficava mais triste e melancólico. Não conseguia entender o motivo de seu fracasso e isso o deixava agoniado.

Até que certo dia, o Buda foi visitá-lo.

Conhecendo a habilidade de Sona em tocar cítara, o Buda perguntou-lhe:

— Sona, você não pode produzir um bom som na cítara se apertar demais a corda, não é?

3 — Sim, é verdade mestre —respodeu-lhe Sona.

— E do mesmo modo, você não pode produzir um bom som se afrouxar demais a corda, não é?

— Está corretíssimo, mestre —concordou Sona.

4 — Então, o que você faria?—perguntou-lhe o Buda.

— Mestre, para extrair um bom som da cítara é preciso afinar as cordas apropriadamente. Não se deve afrouxá-las demais.

—Sona, não percebe que a prática do Caminho que eu prego é exatamente o mesmo? Se você exagerar em sua prática, forçará sua mente e ficará tenso. Mas se você relaxar sua mente demais, será derrotado pela preguiça. Como a cítara, você deve encontrar um equilíbrio na prática do Caminho. Assim Sona compreendeu que a prática da fé deve ser conduzido com bom senso e equilíbrio.

5 - Nesta parábola Sakyamuni ensina sobre o "Caminho do Meio". O Caminho do Meio é um princípio que se refere a visão correta da vida ensinada pelo Buda. É o caminho da ponderação, do bom senso e do equilíbrio.

Fonte:
TERCEIRA CIVILIZAÇÃO, EDIÇÃO Nº 408, PÁG. 12, AGOSTO DE 2002.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Do Islamismo ao Budismo


Há 1377 anos, em 8 de junho de 632, falecia Maomé, o fundador do Islamismo e profeta do Alcorão, livro sagrado da religião mulçumana. A sua morte provocou uma crise no mundo árabe, já que Maomé não deixou descendentes masculinos e não designou nenhum sucessor. Nesse dia, Abu-Bakr, foi eleito às pressas por alguns líderes árabes, o que acabou virando motivo de divisão entre os fieis.

Segundo historiadores, o Islamismo foi fundado no ano 570, o do nascimento de Maomé. Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica.

Não é considerado pelos muçulmanos como um ser divino, mas sim, um ser humano; contudo, entre os fiéis, ele é visto como um dos mais perfeitos seres humanos.

Nascido em Meca, Maomé foi durante a primeira parte da sua vida um mercador que realizou extensas viagens no contexto do seu trabalho. Tinha por hábito retirar-se para orar e meditar nos montes perto de Meca. Os muçulmanos acreditam que em 610, quando Maomé tinha quarenta anos, enquanto realizava um desses retiros espirituais numa das cavernas do Monte Hira, foi visitado pelo anjo Gabriel que lhe ordenou que recitasse uns versos enviados por Deus, e comunicou que Deus o havia escolhido como o último profeta enviado à humanidade. Maomé deu ouvidos à mensagem do anjo e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão, durante o califado de Abu Bakr.

Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o cristianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos.

O Islamismo passou a ser, portanto a 3ª grande religião monoteísta, com base na teoria criacionista. Assim, as três religiões monoteístas mundiais passaram a ser o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo.

O monoteísmo é a crença na existência de apenas um só Deus. Diferente do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também diferencia-se do henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.

Paralelamente ao Judaísmo, surgiu no Século VI a.C. o Zoroastrismo. O zoroastrismo, também chamado de masdeísmo, matismo ou parsismo, é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético. De acordo com os historiadores da religião, algumas das suas concepções religiosas, como a crença no paraíso, na ressurreição, no juízo final e na vinda de um messias, viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

O Editorial do Brasil Seikyo nº 1605, de 26 de maio de 2001, apresentou um texto com o título “Buda e Deus”. Vamos à sua releitura.

Geralmente, tudo que é diferente ao que as pessoas estão acostumadas é, a princípio, rejeitado ou visto com negatividade. O presidente Makiguti dizia: “Não julgue o desconhecido.” É isso o que acontece com o budismo. Devido o Brasil ter sua cultura arraigada na tradição cristã, o budismo, desconhecido pela maioria, é visto com reservas e muitas pessoas pensam que, por não falar em Deus, conforme a concepção que têm, não é uma religião correta, muito menos deve ser seguida.

Outro fator que ajuda a complicar é que, por existir muitas ramificações do budismo, os não-budistas acreditam que todos os tipos de budismo são iguais. Normalmente, os meios de comunicação fazem essa confusão, como aconteceu recentemente com uma revista de circulação nacional.

Algumas vezes, quando iniciamos um Chakubuku, de início somos questionados da seguinte forma: “Vocês acreditam em Deus?” Muitos de nós já viveram essa experiência, e por mais que tentemos explicar, a maioria das pessoas diz: “Mas eu não quero deixar o meu Deus!” Por isso, hoje, abordaremos esse ponto.

Inicialmente, é bom esclarecermos que Buda não é Deus. A palavra “buda” significa “o iluminado”. Ou seja, um Buda é aquele que se iluminou para a verdade da vida. “Ismo”, de budismo, é um sufixo que significa “doutrina, escola, teoria ou princípio artístico, filosófico, político ou religioso.” Cristianismo refere-se aos ensinos de Cristo e budismo, aos ensinos de Buda.

Segundo Bryan Wilson, uma das maiores autoridades em religião do Ocidente, o sentimento religioso surge para explicar o inexplicável - os fenômenos da natureza, que para as pessoas não têm uma explicação racional.

Assim, para o cristão, o “inexplicável”, ou os fenômenos do universo, é atribuído a Deus, que vive no céu e dita as regras da Terra. Ele criou todo o universo, o homem, o sol, a lua, as estrelas, as plantas, os animais etc. e possui imensa benevolência e compaixão pela humanidade. No entanto, as pessoas colocam Deus em dois extremos: por um lado Ele possui um amor incondicional para com as pessoas, por outro é um severo punidor e o sofrimento das pessoas é desígnio de Deus. Tanto é que todos conhecem as famosas frases: “Deus quis assim!”; “Esse é o destino que Deus me deu!” entre outros.

Nos ensinamentos budistas, os fenômenos são atribuídos a uma Lei que rege o universo. Essa Lei é denominada Nam-myoho-rengue-kyo.

Vamos abrir um parênteses aqui para explicar que Gohonzon também não é Deus. O Gohonzon é nosso objeto de devoção, diante do qual conseguimos concentrar nosso pensamento nessa Lei universal e fazer com que ela se manifeste profundamente em nossa vida.

Muitas vezes, por termos sido criados numa sociedade cristã em que aprendemos a atribuir tudo a Deus, acabamos nos expressando da seguinte forma: “Se o Gohonzon quiser!”, “Graças ao Gohonzon!”, “Vá com o Gohonzon!” e “Jogue nas mãos do Gohonzon”. Para nós, budistas, o ser humano possui um grande potencial por si só, pois ele faz parte do universo. Todas as suas conquistas estão arraigadas em sua determinação, esforço e sabedoria associados à fé na Lei Mística. Não existe alguém determinando sua condição de vida de felicidade ou sofrimento.

Segundo os ensinamentos budistas, tudo na vida é regido pela lei de causa e efeito existente no universo. Os sofrimentos e a felicidade existem na vida de cada pessoa e se manifestarão de acordo com a força positiva ou negativa que cada um carrega. Se a força negativa for mais poderosa - força essa criada pelas causas negativas acumuladas - a pessoa sofre. Do contrário, se a positiva for mais forte - gerada pelas causas positivas feitas pela própria pessoa -, ela é feliz. A Lei que rege o universo não é punitiva. Ela é justa, rigorosa e benevolente, pois cada pessoa colhe o que plantou..

O importante em cada religião é o respeito mútuo. Desconsiderar a existência de Deus para um cristão por sermos budistas é desrespeitar a pessoa e sua fé.

Na Nova Revolução Humana, o presidente Ikeda escreveu: “Para criar uma era de paz é necessário e imprescindível o diálogo entre os religiosos... É preciso iniciar o diálogo entre budistas e cristãos, budistas e judeus, budistas e islamitas. Mesmo que as convicções religiosas sejam diferentes, creio que todos acalentam o ideal comum de paz e felicidade da humanidade... Eu penso que as religiões, em vez de guerrearem entre si, deveriam disputar a corrida para o bem... uma disputa entre as religiões no contexto do que estão fazendo para o bem da paz, para o bem da humanidade. É uma corrida humanitária... que conduz tanto a si como os outros para a felicidade. Isto pode ser disputado de várias formas. Por exemplo, na criação de excelentes valores humanos que contribuam para a paz do mundo ou na promoção de movimentos que proporcionem coragem e esperança para as pessoas.” (Vol. 5, págs. 87–88..)



Com base nesses pontos, vamos estudar o budismo para que possamos defender nossa fé convictamente, sem, no entanto, desrespeitar a fé dos outros.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Saude e prática budista


A razão é um dos pontos fundamentais do budismo. Com relação à saúde, é um erro pensar que, pelo fato de ter fé no Gohonzon, pode descartar a necessidade de um médico ou de tratamentos. Esse modo de pensar contraria os ensinamentos do budismo.

Na carta "Transformação do carma determinado" (END, vol. 1, págs. 215–219), endereçada a Myojo, esposa de Toki Jonin, Nitiren Daishonin não somente explana a eficácia da prática budista para que ela vença sua doença, mas também recomenda que seja examinada por Shijo Kingo, que era médico. Em outras palavras, ele solicita-lhe que procure tratamento médico. Além disso, recomenda-lhe acumular boa sorte para que possa tomar medidas apropriadas e proteger sua vida.

O verdadeiro caminho da fé para uma pessoa acometida por uma doença é fortalecer a determinação de que recuperará a boa saúde e empreender ações sábias para esse objetivo. Em certo sentido, podemos dizer que praticamos o budismo justamente para enfrentar o momento mais difícil, como sofrer uma grave doença, com coragem e sabedoria. Esse é o momento de cada um provar sua verdadeira fé no budismo.

Em "Abertura dos Olhos", Nitiren adverte: "Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de Buda. Não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus mesmo que não haja a proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranquilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite aos meus discípulos, todos, criando a dúvida, abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais". (END, vol. 2, pág. 171.)




Os quatro sofrimentos da vida
O budismo expõe os quatro sofrimentos os quais ninguém pode evitar: nascimento, velhice, doença e morte. Assim, a doença ou a debilitação do corpo é uma condição que inevitavelmente ocorrerá na jornada da vida. Mas o budismo ensina a melhor forma de se viver, manifestando- se a sabedoria para manter boa saúde por meio da fé e acumulando-se a energia vital para vencer a doença. Esta aumenta a eficácia de um médico e dos remédios, que atuam como funções protetoras dos praticantes budistas.

Por outro lado, do ponto de vista budista, doença nem sempre é um fator negativo: o Sutra do Nirvana refere-se às pessoas que atingiram a iluminação ou a felicidade absoluta por meio da doença. Portanto, ela pode ser um fator positivo quando desperta as pessoas para a prática budista. O budismo considera ainda a doença como um trampolim ou uma força motivadora para a transformação do carma da doença, ensejando também a revolução humana.

Todos esses pontos levam somente a uma conclusão inevitável: realizar a prática budista com constância, doente ou não, é o imutável caminho de um genuíno praticante budista.

Budismo e Trabalho


Trabalho e prática budista
BS - 23 DE MAIO DE 2009 — EDIÇÃO Nº 1988


Todos sabem que o trabalho e a renda dele obtida são fatores que participam do bem-estar familiar. Contudo, por mais que alguém demonstre ser um brilhante profissional, se perder de vista os propósitos da prática budista e romper os laços de companheirismo na organização, poderá se afogar no mar dos seis caminhos inferiores da vida.

A palavra "trabalho", em japonês, originou-se do significado de "proporcionar conforto" às pessoas e à sociedade no seu todo. Portanto, no budismo, o espírito de trabalhar associa-se ao modo de vida de um bodhisattva. Seja qual for o trabalho ou a profissão, cada um deve cultivar o sentimento de servir às pessoas e à sociedade por meio de sua atuação. Sem essa disposição, mesmo que seja um brilhante profissional, seu coração ainda será pequeno.

Entre os membros, pode haver aqueles realmente ocupados com o trabalho e os compromissos profissionais, além de ter de cuidar dos familiares e dos afazeres domésticos. Entretanto, os companheiros da SGI não devem seguir um curso de vida de se afastar do grandioso ideal do Kossen-rufu, fechando assim seus olhos para a realidade da sociedade e do mundo.

A vitória ou a derrota na vida diária é decidida logo de manhã. Atrasar-se para o trabalho já é uma derrota. Algo em comum nas pessoas que tiveram uma grande derrota no trabalho ou em outros aspectos da vida é a negligência na prática do Gongyo da manhã, sempre com alguma justificativa para não recitá-lo.

sábado, 23 de maio de 2009

Dinheiro

A difícil arte de lidar com o dinheiro
via Estado de Buda - Atinja também o seu em 22/05/09


Certa vez uma jovem perguntou ao presidente Ikeda quais qualidades as mulheres e os homens deveriam procurar em seus parceiros. E um dos itens válidos para ambos os sexos é saber lidar com o dinheiro.

Uma pessoa pode passar por dificuldades no presente, mas se souber administrar bem suas finanças, poderá construir algo no futuro. Do contrário, sempre enfrentará dificuldades ao longo da vida.

Quando jovem, o presidente Ikeda tinha dificuldade em economizar e seu mestre, Jossei Toda, o repreendia constantemente. Ele conseguiu vencer essa tendência de sua vida e evitou futuros problemas quando constituiu uma família.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Livros de Daisaku Ikeda

Tendo a escrita como sua principal aliada na difusão da cultura de paz, Daisaku Ikeda, presidente da SGI, promove diálogos com filósofos, humanistas, pesquisadores, entre outros, do oriente e do ocidente, visando a propagar diferentes pensamentos que auxiliem no combate à violência e na restauração do humanismo.



Antes que Seja Tarde Demais
Aurélio Peccei e Daisaku Ikeda
Editora Record

Além da duplicação da população humana nas quatro décadas subseqüentes à Segunda Grande Guerra, alimentação, recursos naturais, poluição do solo, dos oceanos e da atmosfera, desmatamento global, desertificação — estes são alguns componentes da complexa rede de problemas naturais criados pelo próprio homem. Uma das teses deste livro é a dificuldade de perceber e lidar com a problemática, a inter-relação dos problemas que, isolados ou combinados, ameaçam nossa existência. O diálogo entre os autores é alternado com declarações individuais, expondo seus pontos de vista lúcidos e incisivos, amadurecidos por anos de meditação, estudo e reflexão. O livro aponta que a maior esperança do homem para o futuro é uma revolução ética, que dê ao homem uma nova compreensão de seu papel no mundo.





O Buda Vivo
Uma Interpretação Biográfica
Daisaku Ikeda
Editora Record

Este livro constitui uma tentativa de transmitir de forma simples, direta, e sem pretensões literárias a imagem da vida do fundador do budismo, Sakyamuni. Pensador de proporções gigantescas, ele persistiu nos seus esforços para desvendar a fonte da criação e libertar a existência humana de todos os impedimentos, em benefício dos homens das eras posteriores.






Cantos do Meu Coração
Poemas e Fotografias
Daisaku Ikeda
Editora Record

Estão reunidos nesta obra os poemas de Daisaku Ikeda, presidente da SGI e também respeitado mundialmente como homem de pensamento e ação. Suas poesias são cânticos à vida, exaltando a dignidade humana presente na esperança de um mundo mais justo com a convivência solidária entre as raças.

"Esse transbordante dom de sabedoria humana,
que não confere poder, nem riquezas, nem medalhas,
o derradeiro ponto onde é preciso chegar,
já vive em teu coração."






Os Clássicos da Literatura Japonesa
Comentários e Discussões
Makoto Nemoto e Daisaku Ikeda
Editora Record

Em um livro de rara sensibilidade, o presidente da SGI, Daisaku Ikeda e o professor de História da China, Makoto Nemoto, discutem obras literárias japonesas que se tornaram clássicas pela beleza e intemporalidade de seus temas, quase sempre relacionados à natureza e condição humana. Ao mergulharem neste universo de infinita beleza e sabedoria, os autores ressaltam a incalculável riqueza do espírito humano, transmitindo por meio da interpretação dos clássicos, um excepcional conhecimento de história e da literatura japonesa.





Crianças de Vidro e Outros Ensaios
Daisaku Ikeda
Editora Record

Os temas apresentados nesta obra, lançada em fevereiro de 1993 quando da posse de Ikeda na Academia Brasileira de Letras como sócio-correspondente, são variados e abordam, entre outros, a educação da criança, uma visão histórica e filosófica do homem e suas conquistas no mundo; reflexões sobre a paz; a pobreza e a riqueza; uma definição de felicidade; o lar e a sociedade; e ainda a imensa desigualdade entre o avanço tecnológico da humanidade e seu atraso ético. Com um estilo direto e de fácil compreensão, Daisaku Ikeda encoraja a todos a aprofundarem-se no conhecimento da energia vital do Universo e a se reunirem com sabedoria e vigor para trabalhar e sobrepujar as dificuldades inerentes ao mundo moderno.







Desafio de Uma Nova Era - Paz
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo

Reúne cinco propostas de paz que o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, envia anualmente para as Nações Unidas no dia do aniversário da SGI, 26 de janeiro, buscando auxiliar na solução dos problemas que afligem a humanidade. Em suas propostas, Ikeda trata de assuntos como desarmamento nuclear, fome, pobreza, discriminação, refugiados, guerra, entre outros, apresentando soluções que, se não resolvem os problemas por completo, poderão auxiliar em sua amenização.






Diálogo - Direitos Humanos no Século XXI
Austregésilo de Athayde e Daisaku Ikeda
Editora Record

O diálogo entre Austregésilo de Athayde e Daisaku Ikeda transcende o episódio do encontro intelectual de dois humanistas que têm se dedicado à defesa intransigente dos direitos humanos. O diálogo é uma forma de homens de elevado pensamento compartilharem suas idéias, deixando para gerações posteriores o exemplo de suas palavras inspiradoras, uma transmissão de pensamento entre povos de língua e culturas diversas, mas de espírito permanentemente inclinado à pesquisa dos fatos sociais, políticos e econômicos que, em sua confluência, determinam a marcha da história e compõem o quadro da evolução humana.





Educação para uma Vida Criativa
Tsunessaburo Makiguti
Editora Record

Revela as propostas filosóficas e revolucionárias da reforma educacional de Tsunessaburo Makiguti, educador brilhante e franco ao criticar o ensino japonês em plena ditadura. Ele defende que a família, escola e sociedade devem dividir a responsabilidade da educação; que a aprendizagem forçada de informações seja substituída pela ênfase no desenvolvimento do raciocínio e dos valores econômico, moral e estético; que, do nível básico ao superior, a escola funcione apenas em meio horário, para proporcionar ao estudante atividades ligadas ao trabalho, e que o sistema educacional, como um todo, incluindo a formação de professores e o desenvolvimento dos currículos, seja revisto, para incorporar sua pedagogia de criação de valores.





Escolha a Vida
Um Diálogo sobre o Futuro
Arnold Toynbee e Daisaku Ikeda
Editora Record

No trabalho reunido em Escolha a Vida, Arnold Toynbee e Daisaku Ikeda estudam as tribulações do homem em todos os seus aspectos: pessoal e social, político e internacional, filosófico e religioso. Os tópicos específicos variam de questões individuais, como a eutanásia, problemas globais colocados pela exploração demográfica, poluição etc.




A Noite Clama pela Alvorada
Um Diálogo do Oriente com o Ocidente sobre a Crise Contemporânea
Renè Huyghe e Daisaku Ikeda
Editora Record

Cada dia que passa o ocidente toma consciência da crise que ameaça seu próprio destino. E que além de ser econômica, é também psicológica, moral e espiritual. Em encontros realizados na Europa e no Japão, Daisaku Ikeda estabeleceu diálogos com o francês Renè Huyghe, da Academia Francesa, professor do Collège de France e presidente do Conselho Artístico dos Museus Nacionais, conferencista conhecido tanto na Europa como na América do Norte e do Sul do Japão.




Uma Paz Duradoura
Volumes 1 e 2
Daisaku Ikeda
Editora Record

Traz uma coletânea de diversos discursos proferidos pelo presidente da SGI, Daisaku Ikeda, sobre paz, cultura e educação. Em seus discursos, Ikeda esclarece que para a continuidade e prosperidade da existência humana, não importa quanto tempo ela leve e nem quão distante a meta possa parecer, todos devem trilhar o caminho que conduz à paz.




Valores Humanos num Mundo em Mutação
Um Diálogo sobre o Papel Social da Religião
Bryan Wilson e Daisaku Ikeda
Editora Record

Num mundo em que tudo flui, talvez só os valores permaneçam. Uma série de contatos gravados no Japão e na Europa — aqui revistos, tópico por tópico — produziu páginas de reflexão sobre temas controversos e muitas vezes evitados, tais como o papel social da religião, a origem do sentimento religioso, a ética da sociedade moderna, as ameaças à paz mundial, a função da moralidade pessoal, os limites da racionalidade, os princípios da não violência, a ética do suicídio e tantos outros. Bryan Wilson é uma das maiores autoridades em religião do ocidente, professor titular na Universidade de Oxford.





Vida - Um Enigma, uma Jóia Preciosa
Daisaku Ikeda
Editora Record

O propósito deste livro é mostrar a relação entre as respostas budistas ao mistério da vida e as soluções empíricas que a ciência oferece as mesmas ou às semelhantes questões. São discutidos tópicos como: aspectos temporais e espaciais da existência e sua propagação pelo Universo; auto-realização das vidas individuais com as diferenças entre felicidade e infelicidade e também o conceito de vida e morte à luz do budismo. Esta obra transcende tempo e espaço em seus conceitos, e traz uma visão diferente de pontos que afligem o homem.


Livros Infantis
O brilho dos vaga-lumes
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo

Nas ruas poluídas das grandes cidades dos nossos dias, dificilmente você encontrará um vaga-lume perambulando por aí.
Lá pela década de 1970, as pessoas que moravam na periferia das grandes cidades podiam ver esses maravilhosos bichinhos que encantavam os olhos da criançada nas noites de verão.
Hoje, podemos resgatar essa alegria com o livro O brilho dos vaga-lumes, de Daisaku Ikeda, que narra como uma menina de 7 anos foi salva por um vaga-lume na época da Guerra Sino-Japonesa.
Além disso, Ikeda faz um apelo às crianças para que cultivem um coração puro, respeitando o meio ambiente, para permitir que os frágeis e indefesos vaga-lumes sobrevivam.







Kanta e o cervo
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo

O frágil e mimado Kanta forja seu caráter ao encontrar um filhote de cervo e começar a cuidar dele, dando-lhe o nome de Poyu. A amizade cresce entre os dois a ponto de Kanta conversar com Poyu, prometendo-lhe lutar pela preservação dos cervos ameaçados pelos gananciosos caçadores. A força dos cervos na luta pela sobrevivência faz Kanta refletir sobre seu modo de ser e de agir.
Em Kanta e o cervo, Daisaku Ikeda faz um apelo às crianças, e principalmente aos adultos, para que respeitem os animais e convivam com eles em harmonia.






O menino e a cerejeira
Daisaku Ikeda
Editora Brasil Seikyo

Taiti já. Na verdade, Taiti vez mais que isso. Ele salvou a vida de uma velha cerejeira. Ao mesmo tempo, aprendeu a encarar a realidade de sua própria vida e a desafiá-la.
O menino e a cerejeira conta a história de um garoto que vive em meio aos destroços deixados pela Segunda Guerra Mundial e a luta das pessoas para sobreviver sobrepujando os sofrimentos causados por ela.
A cerejeira, cultuada pelos japoneses há séculos, é símbolo de força, coragem e esperança.







A Galinha Sábia
Tânia Ricci
Editora Brasil Seikyo

Em uma adaptação do conto popular inglês “A galinha ruiva”, aqui são mostrados valores essenciais para a vida. A persistência da galinha faz com que a indiferença e o egoísmo dos demais se transformem em uma lição de solidariedade.





As Aventuras de Pitoco - Os primeiros passos do Budismo
Editora Brasil Seikyo

Uma forma simples de contar a história do Budismo Nitiren. Iniciando com o Buda Sakyamuni, o primeiro Buda da história, chegando até a sua propagação mundial.





Suri e Handoku
Editora Brasil Seikyo

A história de dois irmãos com dificuldade de aprendizagem que conquistam a iluminação por meio da sincera fé nos ensinamentos do Buda.






Luizinho – O menino budista e o grilo feliz
Joaquim Fujiyama Jr.
Editora Brasil Seikyo

Luizinho era um menino muito triste até que encontrou o grilo feliz, Felizardo, e entrou na casa amarela. Lá aprendeu que a felicidade não existe em outro local a não se dentro de si próprio.


VIDEOS

O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, é autor de várias obras literárias, incluindo contos infantis. Ao longo dos anos, vários desses contos vêm sendo produzidos em desenhos animados pela Shinano Kikaku, empresa com sede no Japão. A Associação Brasil SGI adquiriu os direitos de dublagem e reprodução em língua portuguesa de alguns desses desenhos. Todos os contos têm como base o aprendizado do relacionamento humanista, um dos pilares da filosofia da Soka Gakkai Internacional.




Kanta e o Cervo

No passado, os cervos selvagens da região de Hokkaido quase foram extintos devido às rigorosas tempestades de neve e à caça indiscriminada. Contudo, eles conseguiram sobreviver a tudo isso e hoje vivem vigorosamente na região. “Kanta e o Cervo”, uma comovente história de Daisaku Ikeda, retrata a relação entre um menino e um cervo em meio a uma natureza rigorosa e ao mesmo tempo extraordinariamente bela.

“Escrevi ‘Kanta e o Cervo’ com base nessa raiz histórica.
Jamais se esqueçam da coragem e da esperança! - eis a mensagem da história. Ficarei imensamente feliz se as pessoas se sentirem motivadas por ela.”
Daisaku Ikeda






O Menino e a Cerejeira

O Menino e a Cerejeira retrata a história do menino Taiti, que mora junto com a mãe em um casebre nos arredores da cidade de Tóquio em meio aos escombros na época do pós-guerra. A mãe de Taiti trabalha na cidade, por isso têm que deixa-lo sozinho todos os dias. Enquanto espera o retorno da mãe, ele brinca nos arredores do casebre. Com o tempo ele conhece um senhor que cuida de uma árvore de cerejeira que quase não resistiu aos ataques de bombas da guerra. Aos poucos o menino irá aprender a cuidar e a proteger a cerejeira, desenvolvendo valores como a responsabilidade e o comprometimento.






A Princesa e a Lua

A Lua que brilha no céu hoje à noite também protege carinhosamente as crianças da Terra. Entre as crianças felizes e saudáveis, existe uma que deixa a Dona Lua preocupada, é a Satiko. Satiko é uma menina de constituição frágil, detesta participar da aula de Educação Física na escola e tem preguiça de comer. Um dia, ela é convidada para passear na Lua. Ao chegar, Satiko encontra várias crianças brincando alegremente. Percebe então que elas são sósias de crianças da Terra e que há até mesmo uma menina igualzinha a ela. Ela também percebe que todas as crianças têm uma coroa e um lindo manto. Satiko irá aprender com esse passeio a importância de ter uma vida saudável e a força do companheirismo.









O nosso Rio da Paz

No caudaloso Rio Mississipi, cria-se a coragem e nascem novas amizades. Desenrolam-se aventuras fantásticas e emocionantes, cujo palco é a calma correnteza do grandioso Rio Mississipi. E firmam-se os laços de amizade entre um menino japonês e vários amigos do mundo independente de raças. Começou a viagem de aventuras das crianças valores do futuro do mundo.

"Se compararmos um rio com a vida de uma pessoa, talvez o de vocês seja apenas uma pequena nascente. O grande Rio Mississipi, que corre calmamente, começa com um filete d'água e torna-se um caudaloso rio que banha o solo e segue para o oceano. Gostaria que, como esse rio, vocês avançassem com a bravura em direção ao grande objetivo da vida, vencendo quaisquer obstáculos. Expandam o seu mundo, façam nova amizades com pessoas de todas as nações."
Daisaku Ikeda




Obra
recomendada
pelo Ministério
de Educação
e Cultura do
Japão


Imenso Mar da Amizade

Atravessando o mar tempestuoso, dois meninos descobrem a grandiosidade da amizade e a força da coragem. O garoto japonês, Hiroshi, muda-se com a família para uma belíssima ilha cercada de corais localizada ao sul do Oceano Pacífico. Lá, conhece Adel, nativo da ilha, especialista na arte da pesca, e tornam-se grandes amigos. Contudo, quando Adel fica sabendo que, no passado, seu avô foi morto numa batalha entre soldados americanos e japoneses ocorrida na ilha, a amizade entre os dois fica abalada. Para esquecer a profunda tristeza pela rejeição do amigo, Hiroshi sai sozinho numa canoa para o alto mar, sendo levado pela forte correnteza da maré, não conseguindo mais retornar à costa. Percebendo o perigo em que Hiroshi se encontrava, o coração de Adel fala mais alto: "Preciso salvá-lo!" Mas exatamente nesse momento, repentinamente surge uma grande tempestade. Assim surgirá "O Imenso Mar da Amizade".
Na BSGI, há uma coordenadoria cultural com vários departamentos:
-Departamento artísitco
-Departamento de cientistas
-Departamento de comunicação
-Departamento de executivos
-Departamento de juristas
-Departamento de orquestra
-Departamento de saúde

Há também grupos de Arte:
-Coral
-Banda musical
-Grupo de dança

O propósito fundamental do departamento artístico é desenvolver por meio das artes, uma cultura de valorização à dignidade da vida, seja em atividades exclusivas aos associados, seja em atividades voltadas á sociedade como um todo.

O departamento tem como premissa apresentar a arte em suas diversas formas promovendo a integração entre os seres humanos e estimulando um intercâmbio cultural.

Para viabilizar as atividades do departamento que conta com a participação de mais de 200 artistas voluntários, estabeleceu-se uma estrutura interna composta por 3 grandes setores que são:

Setor de Artes Performáticas:
Artes Literárias (poesia, drama, romance, roteiros, revisores, etc.);
Dança;
Música;
Teatro.

Setor de Artes Visuais e Gráficas:
Pintura, Desenho, Escultura, Gravuras, outras formas de expressão que utilizem superfícies planas, Projetos Arquitetônicos, Cinema, Fotografia, Computação Gráfica, Vídeo, Mosaicos, Mobiliários, Design e Utensílios Domésticos.

Setor de Produção:
- Núcleo de Produção Executiva: Produção de Eventos, Sonoplastia, Iluminação, etc;
- Núcleo de Produção Visual e estilo: Cabeleireiros, Maquiadores, Personal Style, Produção de moda e Figurino.

Há cerca de dois anos, o Departamento Artístico vem desenvolvendo o projeto “Arte pela Paz”. Com base em um tema central, são realizadas apresentações de artistas da BSGI juntamente com artistas convidados, compondo um roteiro que na sua essência valoriza o conceito de paz.

Departamento de cientistas

O Departamento de Cientistas da BSGI reúne profissionais, pesquisadores e professores universitários, que atuam no campo científico e acadêmico de todas as áreas: exatas, humanas e biológicas. Estas pessoas são os responsáveis em produzir uma ciência humanística, baseada nos princípios budistas e no ideal humanístico do presidente Ikeda, para revelar a verdade, desenvolver o senso crítico e a justiça, visando o bem estar da humanidade.

Todo esse trabalho visa a integração harmônica entre o homem e o seu meio ambiente baseado no princípio de inseparabilidade da pessoa e seu meio ambiente.

O Depac vem se empenhando desde o inicio de 2001 para o desenvolvimento de um Programa de Educação Ambiental para a BSGI, dentro de uma proposta de Educação Ambiental Informal, dado início ao:

:: I Movimento de Educação Ambiental da BSGI
Com os Temas:
. “Olho ao meu redor e me vejo”
. “Construindo a Agenda 21 da BSGI”

O Depac iniciou esse movimento criando a categoria “agente ambiental”. Os agentes ambientais são membros da BSGI, representantes das suas comunidades, são os atores fundamentais para a divulgação, coordenação e efetivação da implementação desse programa de Educação Ambiental e da Agenda 21 Local da BSGI.

:: Formando agentes ambientais construindo a Agenda 21 da BSGI

Acreditando que cada agente ambiental ao desenvolver uma ação em sua realidade local pode modificar e criar novos valores de comportamento com relação à construção de um ambiente sustentável, o Depac vem promovendo encontros e cursos para subsidiar os agentes nestas atividades. O desenvolvimento e ampliação do Movimento de Educação Ambiental e a construção da Agenda 21 da BSGI é o desafio que o Depac e agentes ambientais têm como missão para trilhar o caminho da transformação social, tendo como premissa a Revolução Humana.

:: Agenda 21 Global

. O que é?
Um documento estratégico, um programa de ações abrangente, assinado por 179 nações, visando promover em escala planetária um novo padrão de desenvolvimento a partir do século XXI;

. Objetivos
- Promover padrões de consumo e produção que reduzam as pressões ambientais e atendam às necessidades básicas da humanidade;
- Desenvolver uma melhor compreensão do papel do consumo e da forma de se implementar padrões de consumo mais sustentáveis.

. Assuntos
- políticas para o desenvolvimento sustentado;
- mudança nos padrões de consumo;
- promoção da consciência ambiental;
- Resíduos perigosos
- população
- saúde humana
- proteção da atmosfera
- pobreza

. Dimensões sociais e econômicas
- políticas internacionais;
- estratégias de combate à pobreza;
- introdução de mudanças nos
Padrões de produção e consumo;

. Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
- manejo dos recursos naturais,
- Resíduos e substancias tóxicas;

. Fortalecimento do papel dos principais grupos socias
- ações para promover a participação,
- principalmente ONG’s;

. Meios de implementação
- mecanismos financeiros e
instrumentos jurídicos para
implementacao de projetos e
programas com vistas ao desenvolvimento sustentável;

:: Agenda 21 Brasileira

. Objetivo
Definir uma estratégia de desenvolvimento sustentável para o país à partir de um processo de articulação e parceria entre o governo e a sociedade.

. Seções temáticas
- Agricultura Sustentável
- Cidades Sustentáveis
- Infra-estrutura e Integração Regional
- Gestão dos Recursos Naturais
- Redução das Desigualdades Sociais
- Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável

:: Agenda 21 Local

. O que é?
“Um processo participativo multissetorial, para alcançar os objetivos da Agenda 21 ao nível local através da preparação e implementação de um plano de ação estratégico, de longo prazo, dirigido às questões prioritárias para o desenvolvimento sustentável local. ”

:: Agenda 21 da BSGI

. Objetivo
Construir a Agenda 21 da BSGI, estimulando o compromisso e a participação dos associados da BSGI como cidadãos planetários, que atuam sabiamente nas questões prioritárias de suas realidades locais, contribuindo concretamente para um futuro sustentável.

:: Agentes Ambientais

. Quem são?
São associados da BSGI, representantes de cada Comunidade, atores fundamentais para a implantação, coordenação e divulgação da Agenda 21 da BSGI nas Comunidades.


Departamento de Comunicação

Composto basicamente por jornalistas. Tem como função primordial assessorar as atividades da BSGI desenvolvendo esforços voltados para a área de Assessoria de Imprensa , de forma a tornar os trabalhos como organização não-governamental dessa entidade conhecidos em diversas esferas da sociedade brasileira. Edita uma publicação trimestral, a SGI Quarterly edição em português, que é enviada principalmente a bibliotecas, estabelecimentos de ensino, organismos públicos e a simpatizantes das ações sociais dessa entidade que atuam nos campos cultural, artístico e educacional do País.

Em parceria com o Departamento Artístico, realiza o projeto "Arte pela Paz", onde colabora com a redação de roteiros e produção deste empreendimento.

Departamento de executivos

O Departamento de Profissionais e Executivos é formado por profissionais liberais que trabalham na área de negócios, como administradores de empresas, economistas, contadores, engenheiros, empresários e microempresários, consultores e executivos de empresas. Vem realizando reuniões mensais nas quais são abordados temas prementes para se entender os principais problemas da atualidade, como por exemplo as características necessárias a um executivo moderno, o processo de globalização mundial, a defesa do consumidor e outros.

Regularmente realiza palestras e conferências para os associados prestando esclarecimentos do mercado de trabalho e apoiando os jovens com orientações sobre o início da carreira profissional.


Departamento de Juristas
O Departamento de Juristas da BSGI objetiva aprofundar o estudo da filosofia humanística do budismo de Nitiren Daishonin para ser colocado em prática por seus componentes em suas respectivas atividades profissionais.

Composto por advogados, juízes, promotores de justiça e bacharéis em direito que atuem na área, tem como objetivo desenvolver trabalhos na área jurídica, baseadas na ética e direitos humanos, na conscientização pela preocupação com “o outro”, visando criar e fomentar uma cultura de paz.




Objetiva conscientizar seus componentes da imensa responsabilidade que têm para o estabelecimento da paz social por intermédio de suas atividades profissionais e que elas devem ser sempre encetadas, não pela remuneração material, mas pela consciência da missão de se fazer um mundo melhor.

Departamento de Orquestra

Este é o departamento mais novo e, ao mesmo tempo, o que integra o maior número de jovens da BSGI. Desenvolve fundamentalmente dois trabalhos:


:: Incentiva e treina adolescentes, a partir dos doze anos, a adquirirem gosto pela música erudita por meio do ensino de instrumentos musicais.

:: Realiza apresentações musicais de sua orquestra filarmônica, que recebeu em 1993 a denominação de Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) , em homenagem aos empreendimentos humanísticos do presidente Ikeda. Em ambos os casos, a orquestra recebe a consultoria do renomado pianista e compositor Amaral Vieira.

Além da orquestra, este departamento agrega três outros grupos musicais, a Camerata Ikeda, o Quinteto de Sopros e o Quinteto de Metais.

Departamento de saúde

É formado por profissionais que atuam em diversos campos da área de saúde, especialmente os das áreas de Medicina, Odontologia, Enfermagem e Psicologia. O departamento possui ainda um Grupo de Enfermagem (GEn), que atua junto a outros grupos e departamentos da BSGI em eventos que envolvam a movimentação de um grande número de pessoas, prestando auxílio médico em caso de necessidade.


O Departamento de Saúde realiza periodicamente seminários e palestras sobre diversos temas relacionados à área de saúde, com o intuito de conscientizar os associados e simpatizantes da BSGI sobre questões relevantes da sociedade atual, como o problema das drogas, o estresse no trabalho e outros.

GRUPOS DE ARTE

Com o intuito de ampliar as possibilidades de despertar em cada um a consciência de seu potencial interior e oferecer oportunidades para desenvolvê-lo e ampliá-lo no dia-a-dia, existem alguns grupos culturais na BSGI, tais como: corais, bandas feminina e masculina, grupos musicais e de dança.

Coral Esperança do Mundo

Contando com cerca de quinhentos integrantes na faixa etária dos 6 aos 30 anos , o coral tem como diretriz estimular os jovens a tornarem-se cidadãos exemplares por meio da música e do canto.


O grupo iniciou suas atuações na década de 1990, mas foi em fevereiro de 2003 que o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, denominou-o "Coral Esperança do Mundo", como forma de incentivo aos esforços que os componentes empreendem em prol da paz.

Nas atividades, direcionadas de acordo com cada faixa etária, os jovens aprendem sobre a importância dos estudos e valores como responsabilidade, dignidade, humanismo, coragem, respeito à família, entre outros.

O Coral Esperança do Mundo tem participado de diversos eventos em hospitais, centros culturais e associações de bairro e outras entidades, com o propósito de enaltecer a dignidade humana entoando a melodia da esperança.

Banda Musical Feminina Nova Era

Composta por jovens de idade mínima de 5 anos, a banda musical feminina Nova Era, iniciou a sua trajetória no Brasil em 1963.

Inspiradas na história do grupo fundado no Japão pelo presidente da SGI, Daisaku Ikeda, logo após a Segunda Guerra Mundial, com o intuito de transmitir paz e esperança às pessoas por meio da música, as integrantes cultivam a filosofia de que por meio do próprio desenvolvimento, na cultura e educação, é possível contribuir para uma sociedade mais humanista.

Com base nesta filosofia, estas jovens reúnem-se periodicamente, trocando conhecimentos musicais e experiências de vida, incentivando-se mutuamente.

Por meio da divulgação de seus propósitos, o grupo foi se expandindo, e atualmente é composto por mais de duas mil participantes, em mais de vinte cidades de norte a sul do Brasil. Durante estas quatro décadas de existência, vem atuando em diversas atividades nas áreas cultural e social.

O grupo brasileiro participou de diversos concursos de banda, como os da Record, na cidade de São Paulo, na década de 70, em que conquistou o 1º lugar, por diversas ocasiões, recebendo diversos títulos e troféus.
Periodicamente, as integrantes realizam apresentações em escolas, procurando incentivar os alunos a estudar música e formar bandas musicais dentro de suas respectivas comunidades.

Banda Musical Masculina Sol

A banda musical masculina Taiyo Ongakutai foi fundada no Brasil em 6 de maio de 1962, tendo como referência o Grupo Musical Ongakutai fundado no Japão em 1954 pelo presidente da SGI, Daisaku Ikeda.

No Brasil, foi acrescentado a palavra Taiyo ao nome do grupo, cujo significado é Sol.

Contando com aproximadamente 1800 integrantes em todo o Brasil, a banda é composta por jovens estudantes de música a partir dos 6 anos e que tem como desafio maior cultivar no dia-a-dia uma arte verdadeiramente capaz de sensibilizar o coração das pessoas. Além dessa premissa, o objetivo da banda é promover um rico intercâmbio entre pessoas por meio da música, criando, ao mesmo tempo, oportunidades para o aprimoramento técnico musical e individual.

Com o propósito de iniciar os jovens no mundo das artes e da cultura, a banda realiza com seus integrantes atividades culturais e educacionais, tais como idas a concertos, recitais e peças de teatro, desenvolvimento de seminários com temas da atualidade, e ensaios periódicos que culminam num grande recital anual. Desde sua fundação, a banda Taiyo Ongakutai faz apresentações em desfiles, participa de concursos e contribui efetivamente em eventos culturais. Em outubro de 2004, sagrou-se terceira colocada no IV Campeonato de Fanfarras e Bandas da Federação do Estado de São Paulo.

Taiga

Taiga", que literalmente significa grande correnteza, é um grupo de jovens bailarinas, em sua maioria amadoras, com idade acima de 7 anos, que fazem da paixão pela dança seu estilo de vida.

Fundado em 12 de março de 1990, inicialmente por 44 integrantes da cidade de São Paulo, hoje são aproximadamente mil integrantes que atuam nos núcleos de algumas cidades do Brasil. São elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Brasília, Bauru e Ribeirão Preto.

Inspiradas nas diretrizes de expandir a cultura humanística e a educação, as integrantes desfrutam de um minucioso trabalho que fortalece valores sociais e pessoais, e estes, somados ao aprimoramento técnico, dão amplitude ao ideal da dança em prol da paz.

O Grupo Taiga já realizou vários espetáculos, participa de eventos em hospitais, associações e entidades ligadas ao trabalho social entre outras.

Eu faço parte coral da Regional onde pertenço.
É muuito gratificante participar de um grupo horizontal dentro da organização.

Budismo e Arte



O Budismo de Nitiren Dasihonin, não é apenas e mais uma religião, é uma filosofia de vida que nos dá um direcionamento para a vida em sociedade e não fora dela.
O diamante para ser lapidado necessita de outro diamante.Assim somos nós, diamantes brutos, que precisamos de outro diamante para nos lapidarmos e tornarmo-nos uma jóia de valor inestimável como grandes valores humanos dentro do lar e na sociedade.
A Soka Gakkai Internacional e/ou Brasil Soka Gakkai(como é chamado na nossa terra natal)promove ações culturais, educacionais e humanisticas.Envolve crianças, jovens e adultos nessas ações promovendo assim uma jornada de cultura e educação para um mundo mais humanistico e de paz.

Humanizar a arte
TERCEIRA CIVILIZAÇÃO, EDIÇÃO Nº 489, PÁG. 18, MAIO DE 2009.




Além da música, há diversas expressões da arte e da cultura. Num diálogo com membros da DJ do Japão, Daisaku Ikeda, presidente da SGI e incansável promotor da cultura em prol da paz, disse: “As pessoas capazes de apreciar a arte e a cultura são valiosas. Aqueles que são verdadeiramente cultos valorizam a paz e conduzem outros a um mundo de beleza e esperança e a um brilhante futuro”.1

Com esse sentimento, ele incentiva os jovens a apreciar a cultura e a estudar com afinco sobre o assunto. Ele mesmo, desde jovem, dedica-se avidamente a diversas práticas artísticas como poesia, fotografia, música.

Até o momento, os livros de Ikeda e os escritos em coautoria com personalidades foram publicados em 40 países e cerca de 30 idiomas.

Nas sedes e centros culturais da SGI, percebe-se grande quantidade de quadros com fotografias tiradas pelo presidente Ikeda. Os mais variados cenários são capturados por sua câmera, compondo verdadeiros “diálogos com a natureza”.

Certa ocasião, ele comentou sobre uma foto feita em 1995: “(...) aqui neste auditório há uma foto que tirei do Himalaia. Tirada numa encosta nos arredores da cidade de Kathmandu, no Nepal, ela mostra as montanhas ao crepúsculo, envoltas por matizes carmesins, com a fumaça dos fogos que cozinhavam o jantar elevando-se da parte baixa”.2

Detalhes sobre essa foto são descritos pelo presidente Ikeda: “Após uma hora de viagem de carro por uma estrada montanhosa irregular, cheguei ao meu destino. Contudo, o Sol já estava se pondo. Apertei o obturador várias vezes bem rápido. Também me recordo com carinho de ter conversado com as crianças que brincavam na colina”.3

Arte e cultura sempre estiveram presentes em sua vida. Quando jovem, ao se encontrar com seu mestre, Jossei

Toda, sua primeira manifestação foi declamar este poema:


Ó viajante!

De onde vens?

E para onde vais?


A lua desce

No caos da madrugada;

Mas, vou andando,

Antes de o sol nascer,

À procura de luz.


No desejo de varrer

As trevas de minh´alma,

Procuro a grande árvore

Que nunca se abalou,

Na fúria da tempestade.

Nesse encontro ideal,

Sou eu quem surge da terra!


Poemas... Daisaku Ikeda escreve-os frequentemente. Em 2001, à BSGI, ele dedicou o poema “Brasil, Seja Monarca do Mundo!” no qual louva os membros brasileiros.

Em janeiro deste ano, durante a 25ª Reunião Nacional de Dirigentes, realizada em conjunto com a 13ª Reunião Nacional de Líderes dos Jovens da Nova Era, em 8 de janeiro, mais de vinte poemas foram apresentados pelo mestre como incentivo e gratidão aos integrantes de grupos horizontais, departamentos, divisões e regiões do Japão.

Grande incentivador da cultura, Ikeda fundou, em 1963, a Associação de Concertos Min-on, que realiza intercâmbios para desenvolver e aprofundar o entendimento internacional por meio da música. A Min-on patrocina turnês de artistas estrangeiros no Japão, assim como apresentações de grupos de música e de dança japonesa no exterior. Atividades diversificadas como concursos musicais, festivais de música contemporânea e concertos em escolas também estão nos planos da Associação. Hoje, no Japão, ela é considerada a maior instituição cultural privada de intercâmbio.

Ao visitá-la, instrumentos dos mais variados lugares são apreciados exaltando os costumes de seu país de origem. Há também uma sala dedicada especialmente à exposição de pianos antigos.

Outro estabelecimento cultural fundado por Ikeda é o Museu de Arte Fuji de Tóquio, situado em Hatioji. O espaço abriga cerca de trinta mil obras de arte tanto orientais como ocidentais. São verdadeiros tesouros. Além das exposições no próprio museu, são realizados intercâmbios com instituições artísticas de outros países com obras da herança cultural mundial.

Todos esses esforços e empreendimentos têm como objetivo único preservar e promover a cultura em prol da paz.


Notas 1. Diálogo sobre a Juventude — Para os Protagonistas do Século XXI, v. 2, p. 64. 2. BS, edição nº 1.692, 22 de março de 2003, p. A3. 3. Ibidem.

terça-feira, 12 de maio de 2009


A FLECHA ENVENENADA E A BUSCA DA VERDADE
Suponhamos um homem trespassado por uma flecha envenenada e que seus parentes e amigos tenham resolvido chamar um cirurgião para retirar a seta e pensar a ferida.


Mas o homem ferido objetou, dizendo: "Esperem um pouco. Antes que retirem a flecha, quero saber quem a atirou. Foi um homem ou uma mulher? Foi algum nobre ou um camponês? De que era feito o arco? O arco que atirou a flecha era grande ou pequeno? De que era feita a corda do arco? Era ela feita de fibra ou de tripa? A seta era de rota ou de junco? Que tipo de penas eram usadas? Antes que extraiam a seta, quero saber tudo a respeito dessas coisas."


Assim, que poderá acontecer ao homem ferido?


Antes que todas essas informações possam ser obtidas, seguramente, o veneno terá tempo de circular em todo o sistema e o homem poderá morrer. A primeira providência a ser tomada é retirar a flecha, para que seu veneno não se espalhe.


Quando o fogo da paixão está assolando e ameaçando o mundo, questões como qual a composição do universo ou qual a organização ideal da comunidade humana não têm nenhuma importância.


A resposta à indagação se o universo tem limite ou se é eterno pode ser relegada, até que um meio de extinguir os sofrimentos do nascimento, velhice, doença e morte seja encontrado.


Diante da lamentação, da tristeza, do sofrimento e da dor, deve-se primeiro procurar um meio para solucionar estes problemas e dedicar-se à prática desse meio.


Os ensinos do Buda esclarecem aquilo que é importante saber e aquilo que não o é. Isto é, os ensinos de Buda orientam os homens a aprender aquilo que deveriam aprender, a remover aquilo que deveriam remover, e dedicar-se em esclarecer aquilo que deve ser esclarecido.


Portanto, os homens deveriam primeiro discernir que questão é de primordial importância, que problema deve ser solucionado primeiro, que questão lhes é mais urgente.


Para fazer tudo isso, devem primeiro treinar suas mentes, isto é, devem procurar o controle mental.

OS TOLOS E A PROCURA DO CAMINHO
Sutra Mahasa Ropama
Suponhamos um homem que vai á floresta buscar alguma medula, que cresce no centro das árvores, e volta com um fardo de galhos e folhas, pensando que conseguira aquilo que fora buscar.


Não seria ele um tolo, se está satisfeito com a casca, endoderma ou madeira, ao invés da medula que fora procurar ? Mas é isto o que muitos seres humanos estão fazendo.


Uma pessoa procura um caminho que a afasta do (sofrimento) nascimento, da velhice, da doença e da morte, ou da lamentação, da tristeza, do sofrimento e da dor; entretanto, se, seguindo um pouco esse caminho, nota algum progresso, torna-se orgulhosa, vaidosa e arrogante.


É como o homem que procurava medula e saiu da floresta satisfeito apenas com uma braçada de galhos e folhas.

Outro homem que se satisfaz com o progresso alcançado com pouco esforço, negligência seu empenho e se torna vaidoso e orgulhoso; está carregando apenas um fardo de galhos ao invés da medula que estava procurando.


Outro ainda, achando que sua mente se tornou mais tranquila e que seus pensamentos se tornaram mais claros, também relaxa o seu esforço e se torna orgulhoso e vaidoso; tem um fardo de cascas ao invés da medula que procurava.


Outra pessoa se torna orgulhosa e vaidosa porque notou que obteve um pouco de compreensão intuitiva; ela tem uma carga de fibra lenhosa ao invés da medula.

Todos estes seres humanos que se satisfazem com seu insuficiente esforço e se tornam orgulhosos e altivos, negligenciam o seu empenho e facilmente caem na indolência.


Todos eles, inevitavelmente, terão que arrostar novamente o sofrimento.


Aqueles que buscam o verdadeiro caminho da iluminação não devem esperar uma tarefa cômoda e fácil ou um prazer proporcionado pelo respeito, honra e devoção.


E mais, não devem almejar, com pouco esforço, ao supérfluo progresso em tranqüilidade, conhecimento ou introspecção.


Antes de tudo, deve-se ter, de modo claro na mente, a básica e essencial natureza deste mundo de vida e de morte.

Nitiren song

http://www.youtube.com/watch?v=ENJk5sY9qzw

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Infinita Alegria da Lei


A infinita alegria da lei (1)
(Brasil Seikyo, edição nº 1918, 01/12/2007, página A8.)


Com base na mais sublime Lei do Nam-myoho-rengue-kyo podemos desfrutar uma condição de infinita alegria e manifestá-la vivendo diariamente, com entusiasmo. Dessa forma, contagiamos todas as pessoas ao nosso redor, tal como o sol com sua radiância.

Por meio da sincera recitação do Daimoku podemos manifestar a sabedoria e a benevolência originando a insuperável alegria. Proveniente de forte convicção ao Gohonzon e do nosso empenho, externar a sabedoria e a benevolência em prol da felicidade de outras pessoas é o caminho também para se conquistar a própria felicidade.

No tocante à alegria, em um discurso o presidente da SGI, Daisaku Ikeda, comenta: “No Ongui Kuden (Registro dos Ensinos Orais), Nitiren Daishonin diz: “A ‘alegria’ significa a satisfação compartilhada por todos... Quando todas as pessoas têm sabedoria e benevolência, isso é chamado de alegria. (Gosho Zenshu, pág. 761.) Vamos levar a alegria a todos! Vamos levar alegria aos nossos companheiros! — esse é o espírito do líder da SGI. Mas como inspirar alegria? O que dizer? ‘Quebrar a cabeça’ para encontrar um meio de levar a alegria às pessoas, devotando-se ao mesmo tempo com sinceridade para incentivar e apoiar a todos — essa benevolência e sabedoria irradiam o verdadeiro brilho da fé’”.1

Devemos sempre proporcionar uma alegria imensurável, enaltecer a esperança e elevar o entusiasmo de todas as pessoas, contribuindo para o seu avanço e desenvolvimento.

O presidente Ikeda também afirma: “Um líder é aquele que proporciona alegria às pessoas. Sua missão é encorajar e elevar o ânimo de todos. Um dirigente jamais deve repreender os outros, pois nada o qualifica a repreender seus companheiros.

“A frase ‘alegras o coração das pessoas’ indica que Sakyamuni proporcionou alegria às pessoas e obteve a sincera compreensão por meio de palavras ‘ternas e gentis’.

“Com base em uma firme convicção e em palavras genuinamente ‘ternas e gentis’, um líder é aquele que reconhece o esforço de todos, faz com que se sintam revigorados, tranqüiliza seu coração, dissipa suas dúvidas e eleva suas esperanças e aspirações. Essa é a luta de um líder. Aqueles que obrigam ou pressionam os outros se desqualificam como líderes e contrariam essa frase”.

Mesmo vivendo na condição de dificuldade ou de radiante alegria, jamais devemos deixar de evocar a Lei Mística. Não importando o que aconteça, é primordial a postura de manter a firme fé, dando continuidade à nossa jornada em prol das pessoas, o correto caminho para a conquista da felicidade.

O presidente Ikeda declara: “Mesmo que tenhamos fé, não podemos evitar o sofrimento, a tristeza ou os aborrecimentos no curso da vida. Entretanto, pelo princípio dos ‘desejos mundanos são iluminação’, podemos manifestar infalivelmente um estado de ‘alegria’ em nossa vida; eis a grandiosidade do Budismo de Nitiren Daishonin. Avançando com base na fé, podemos transformar definitivamente uma vida de sofrimentos numa vida de grande alegria”.2

Referências:
1. A Grande Correnteza para a Paz, vol. 6, pág. 117.

2. Preleção dos Capítulos Hoben e Juryo, págs. 111 e 112.

sábado, 9 de maio de 2009

Relato de experiencia


RELATO DE EXPERIENCIA

No budismo, relato de experiência significa compartilhar com os companheiros de prática e também com os convidados das reuniões que fazemos para apresentarmos o Budismo de Nitiren Daishonin, as nossas transformações através da prática budista. A transformação das circunstâncias de vida pela nossa oração principal que é o nam myoho rengue kyo.
Muitas pessoas querem uma religião para acabar com os sofrimentos da vida, mas isso não existe, a partir do momento que somos seres humanos, os obstáculos, as dificuldades, surgem infalivelmente. Mas, no budismo, aprendemos primeiramente, a causa do sofrimento inerente na vida de todo ser humano que são:- O nascimento
A doença
A velhice
E a morte
Através da nossa pratica, podemos amenizar os efeitos de causas cometidas por nós mesmos, pois no budismo não existe um Deus que pune (Deus quis assim) ou um Deus que dá (Se Deus quiser), nós somos responsáveis pelos nossos pensamentos, palavras e ações e recebemos o efeito deles infalivelmente.
Eu comecei minha busca espiritual aos doze anos de idade. O primeiro lugar que frequentei de forma voluntaria _ eu digo voluntaria, pois quando era criança fui levada à Igreja católica, porque é assim que acontecia com a maioria das famílias _ foi a umbanda, o toque do tambor mexia comigo,mas com o tempo, vi que minhas indagações não eram respondidas.Fui também na Seishonoie, frequentei por uns dois anos a Ordem Rosa e Cruz a qual gostei muito dos ensinamentos, aprendi muito, mas ainda assim ficava um vazio em minha alma no dia a dia.Depois fiz o curso básico na Gnose,que também foi muito gratificante.Caminhei por vários espaços esotéricos, fiz curso básico de Kabala, magia,fiz curso de Tarô, mas não me sentia bem quando o assunto era cobrar pela leitura, pois há uma frase na bíblia que diz: Daí de graça e recebeste de graça, e, a minha intuição era de graça, eu não pagava por ela e não seria justo cobrar por isto.Aprendi numerologia e achei muito interessante, pois a numerologia é algo racional através dos números do nome dá pra saber muitas coisas inclusive se a pessoa tem tendências a vicios, a homossexualidade, sexualidade, enfim, muitas coisas, porém, como transformá-las, na verdade, como erradicá-las,com estas informações, dá apenas para contorná-las ou evitá-las, mas não eliminá-las.Frequentei também o Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento o qual também foi muito produtivo para o meu crescimento espiritual.Li muitos livros como os do Trigueirinho,Lubsang Rampa, Eliphas Levi,alguns livros espíritas, etc.
Comeci a frequentar um centro espírita para me desenvolver, pois achei que minha missão era trabalhar para o próximo... Sentia um vazio em minha alma, é como se sempre algo estivesse faltando, mas vi que aquilo não me pertencia, foi aí que decidi que iria procurar um templo budista, se gostasse, iria abrir mão de tudo na vida e virar uma monja. Tudo é muito místico, por incrível que pareça, não consegui encontrar nenhum, o que eu encontrei foi o Budismo de Nitiren Daishonin. Já tinha ouvido falar antes, mas nunca me interessei. Em seis meses de pratica provisória eu já estava convertida, isso foi em 2000. O Budismo respondeu todas as minhas dúvidas de forma coerente e racional, me tirou do conformismo de que outras religiões ensinam como, por exemplo: Se você sofre é porque Deus assim quer e tem um propósito em sua vida ou ainda, é seu carma, você precisa passar por isso. No budismo também se fala em carma, mas a diferença é que, se o carma for muito pesado, nós podemos amenizá-lo e até mesmo erradicá-lo de nossa vida, e tudo através de uma única oração que é o NAM MYOHO RENGUE KYO. Eu tive a boa sorte de procurar o budismo pelo amor e não pela dor. O maior beneficio que a prática me deu, foi extrair de mim a coragem necessária para ter um filho. Sempre tive pavor de hospital, de injeção, imagina só se eu ia quere ter um filho e sentir toda aquela dor que as mulheres sentem?
E foi o que ocorreu, aos 40 anos de idade, decidi engravidar. Meu relacionamento não era lá grande coisa, Mas como ele é uma um ser humano muito bom, íntegro, trabalhador, decidi que ele seria um bom pai. Disse a ele que queria engravidar, mesmo que não ficássemos juntos eu queria ter um filho, pois tinha certeza de que ele seria um bom pai. Imagina só se ele queria... rsrsrs. Parei de tomar anticoncepcional, nós estávamos brigados, mas num dia, nos encontramos e saímos... E por incrível que pareça, foi neste exato momento que tive a certeza de que havia engravidao, foi muito estranho, é como se eu sentisse o óvulo ser fecundado, foi “mágico”. No final da geravidez pedi pra ele começar a dormir em casa pois se eu passasse mal, ele estaria ali bem perto pra me levar ao hospital.E assim ele fez e etamos juntos até hoje.Meu filho está com quatro anos.Ele é saudável, educado, inteligente e muito amado por todos.Pela minha idade, minha gravidez seria de risco, mas não foi. Não tive pressão alta, diabete e engordei apenas sete quilos. Não tinha convenio e tive meu filho num hospital público. Vi a boa sorte de fazer Daimoku neste momento, pois fiquei num quarto com mais duas mamães, as duas gemiam de dor, eu não senti nada, é claro que doía um pouco pra levantar e ir ao banheiro, mas nada insuportável. A enfermeira que cuidou de mim era ótima, mas a enfermeira que entrou pra cuidar da outra era estúpida e sem paciência. Fiquei sabendo que no quarto ao lado uma enfermeira ao dar banho num recém nascido destroncou seu braço, uma outra ao ir ao banheiro caiu, ouvimos o barulho mas ninguém deixou a gente saber de nada.Neste exato momento eu pude sentir a proteção dos deuses budistas.Tenho uma imensa gratidão pelas pessoas que um dia me apresentaram o budismo e aos três presidentes da SGI, pois sem eles este budismo não teria se propacagado principalmente ao atual presidente Sr. Daisaku Ikeda,Pois graças ao seu empenho o Budismo de Nitiren Daishonin está presente em 190 países e territórios.
Obrigada por permitirem que eu compartilhasse um pouquinho da minha trajetória de vida.
De coração a coração.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Buda X Deus


O budismo acredita em Deus?
O Professor Makiguti dizia: "Não julgue o desconhecido". Isso é o budismo.

Inicialmente é bom esclarecermos que Buda não é Deus. A palavra "Buda" significa "o iluminado". Ou seja, um Buda é aquele que se iluminou para a verdade da vida.

Para os cristãos, o 'inexplicável', ou os fenômenos do universo, é atribuído a Deus, que vive no céu e dita as regras da Terra. No budismo, os fenômenos são atribuídos a uma Lei que rege o universo. Essa Lei é denominada NAM MYOHO RENGJE KYO através da compreensão a lei de causa e efeito.

Segundo os ensinamentos budistas, tudo na vida é regido pela lei de causa e efeito existente no universo. Os sofrimentos e a felicidade existem na vida de cada pessoa e se manifesta de acordo com a força positiva ou negativa que cada um carrega. Entretantoa a lei que rege o universo não é punitiva, é justa, equilibrada, rigorosa e venevolente, pois cada pessoa recebe o que determinou.

O importante em cada religião é o respeito mútuo. Desconsiderar a existência de Deus para um cristão por sermos budistas é desrespeitar a pessoa e sua fé. Com base nisso devemos estudar o budismo para que possamos defender nossa fé convictamente, sem, no entanto, desrespeitar a fé dos outros.

PARABÉNS JOVENS DA BSGI

PARABÉNS PELA MAGNIFICA APRESENTAÇÃO NO DIA TRES DE MAIO DE 2009.
RELEMBREM SEMPRE O JURAMENTO DE MESTRE E DISCIPULO, DIA APÓS DIA.
POR MAIS TURBULENTO QUE SEJA O OCEANO DA VIDA, VOCÊS POSSUEM UMA BUSSOLA
INFALIVEL QUE OS LEVARÁ EM TERRA FIRME. ESTA BUSSOLA É O
NAM MYOHO RENGUE KYO

CAMINHEM DESTEMIDAMENTE RUMO AO KOSSEN RUFU (PAZ MUNDIAL)
VENÇAM INFALIVELMENTE.

DE CORAÇÃO A CORAÇÃO.

ODE A ESPERANÇA

video

unicidade de mestre e discipulo


Unicidade de mestre e discípulo A eterna relação de mestre e discípulo, que dedicam a própria vida ao grande juramento do
Kossen-rufu
O budismo é um ensino transmitido pela relação de mestre e discípulo. A unicidade
(compromisso) selada entre o mestre e o discípulo é a essência da prática budista. Se nos
esquecermos dessa relação, não poderemos atingir o estado de Buda nem a felicidade absoluta;
muito menos seremos capazes de realizar o Kossen-rufu. A razão é simples: a Lei é transmitida
por meio do laço que une o discípulo a seu mestre. O budismo é a lei da vida, e a lei da vida não
pode ser transmitida apenas por palavras ou conceitos.
A herança da suprema Lei da vida e da morte flui nas pessoas que se dedicam pelo Kossen-rufu e
que têm como base o caminho de mestre e discípulo. Por favor, não se esqueçam de que sem a
relação de mestre e discípulo, o fluxo dessa herança é interrompido.
O desejo do mestre é o grande desejo do Kossen-rufu
Eu, Nitiren, tenho me dedicado a despertar todas as pessoas do Japão para a fé no Sutra de
Lótus de modo que elas também compartilhem essa herança e atinjam o estado de Buda.
Entretanto, em vez disso, elas têm me perseguido de várias formas e, por fim, baniram-me
para esta ilha [de Sado]. Todavia, o senhor seguiu Nitiren e, como resultado, enfrentou
sofrimentos. Aflijo-me profundamente ao pensar em sua angústia. O ouro não pode ser
queimado pelo fogo, tampouco corroído ou destruído pela água, mas o ferro pode. Uma
pessoa nobre é como o ouro, ao passo que o tolo é como o ferro. O senhor é como o ouro
puro porque abraça o “ouro” do Sutra de Lótus. O sutra afirma: “Assim como o monte
Sumeru é a mais alta de todas as montanhas, este Sutra de Lótus é o mais elevado de todos
os sutras”.1 O Sutra também declara: “A boa sorte que o senhor acumula por isso... não
pode ser destruída pelo fogo nem corroída pela água”.2
Devem ter sido os laços cármicos do distante passado que fizeram com que o senhor se
tornasse meu discípulo numa época como esta. Sakyamuni e Muitos Tesouros, com certeza,
atestam esse fato. A declaração do Sutra de que “As pessoas que ouviram a Lei habitaram
vários lugares, várias terras do Buda e, constantemente, renasceram em companhia de seus
mestres”,3 não pode, de maneira alguma, ser falsa. (Os Escritos de Nitiren Daishonin
[END], v. 3, págs. 177-178.)
No início desta parte que vamos estudar, Nitiren Daishonin revela o espírito do mestre na relação